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Coca, Pepsi e Ambev deixam de vender refrigerantes à escolas

Refrigerantes: presença banida nas escolas

Refrigerantes: presença banida nas escolas

Parece improvável, mas é verdade: as companhias Coca-Cola Brasil, Ambev e Pepsico Brasil, que dominam o mercado de bebidas industrializadas no país, decidiram não vender mais refrigerantes a escolas com crianças de até 12 anos ou que tenham a maioria dos seus alunos nesta faixa de idade. A medida é uma recomendação da associação de bebidas internacional na tentativa de reduzir a obesidade infantil.

Em vez dos refrigerantes, as três empresas prometem oferecer às escolas e cantinas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que esteja dentro dos critérios nutricionais adequados. A Coca-Cola revelou que a escolha dos produtos foi feita mediante reuniões com especialistas em saúde pública, alimentação e nutrição além de entidades ligadas aos direitos infantis.

A medida, no entanto, não inclui escolas onde a maior parte dos alunos tenha mais de 12 anos. Segundo a empresa, entende-se que a partir dessa idade o aluno tem discernimento para entender os riscos de beber um refrigerante e maturidade para tomar decisões, ao contrário dos mais novos. A restrição valerá apenas para escolas e cantinas que compram diretamente dessas companhias ou de distribuidores – as que compram produtos em atacados, supermercados e adegas serão alvo de campanhas educacionais, informa a nota.

É um avanço, sem dúvida, mas espera-se que as escolas também façam sua parte ao monitorar suas respectivas cantinas.

Veja também: Suco ou refrigerante: o que tem mais açúcar?

Sobre o autor

Ricardo Meier

Jornalista do setor automotivo há 13 anos, tenta ajudar no que pode no dia a dia dos filhos, apesar de já ter até derretido mamadeira esquecida na panela.

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