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Férias escolares: o que fazer com nossos filhos?

Quem quer ficar comigo?

Quem quer ficar comigo?

Quando eu era pequena, estudava pela manhã, voltava para casa, almoçava, fazia a lição de casa e ia para a rua brincar. Janeiro, julho e dezembro eram só festa! Férias, sinônimo de brincar o dia inteiro, viajar um pouco, assistir sessão da tarde e voltar a brincar.

Minha mãe deixou de trabalhar por opção própria assim que soube que estava grávida. Fui para a escola antes dos três anos de idade porque ficava muito sozinha, mas estudava apenas um período e no outro curtia o aconchego de casa.

Logo que engravidei de minha primeira filha, logo veio a preocupação: o que fazer depois dela nascer? Trabalho o dia inteiro, assim como meu marido, e nunca cogitamos deixar nossas filhas com uma de nossas mães, menos ainda com babá. Então, saímos à caça de escolas, sabendo que as pequeninas deveriam ficar o período integral na escola, não teria outra maneira.

Ao pesquisar as escolas, me dei conta que um bom número delas simplesmente fecha nos meses de férias. Fecha! Ora, se preciso colocar um bebê de seis meses na escola existe um bom motivo e não é porque eu não queira ficar em casa com o bebê, é porque eu trabalho. Simples assim. Como posso pensar numa escola que fecha praticamente três meses ao ano, se eu tenho apenas 30 dias de férias?

Claro que a opção foi por uma escola, digamos, comum, que trabalha o período pedagógico de fevereiro à junho e de agosto à novembro, mas tem a opção dos tais cursos de férias nos outros meses. Muito mais fácil conciliar meu período de descanso no trabalho e o importantíssimo, os pais não precisavam desembolsar nada pelo curso de férias desde que o aluno estivesse matriculado no período integral.

Curso de férias

O que eu não contava era com uma moda que tornou-se bem comum em São Paulo: contratar empresas especializadas em curso de férias e começar a cobrar  (e caro) por esse serviço. Como tudo que envolve a lei da procura e demanda, ficamos numa enrascada no quesito férias escolares também. Em algumas escolas, como acontece com a de nossas filhas, o curso de férias não está mais “embutido” nos valores cobrados pela escola – agora ele é cobrado separadamente e por um custo bem salgado, por sinal.

Andei pesquisando algumas opções para as pequenas, uma vez que temos, no máximo, dez dias de respiro em julho. O que fazer nos outros dias? As opções de atividades são fantásticas: culinária, circo, pintura, quando não tudo junto e misturado, mas a que preço? R$ 400,00 por meio período durante uma semana, R$ 1.000,00 o período integral por uma semana, coisa de maluco!

O que fazer, além de mobilizar as avós, é claro? Contratar uma pessoa para cuidar das crianças somente nos meses de férias, no período que eu não poderei participar de seu dia a dia? Nestas férias vamos nos revezar, papai, mamãe e vovós e começar a pensar no final do ano…

Meu pesadolo não é porque as meninas ficarão em casa e eu acabarei as férias careca de tanto trabalho, mas porque não tenho o tempo necessário para conseguir curti-las ou uma estratégia infalível que consiga equacionar férias escolares e trabalho. Quem sabe se passarmos a ter três meses de férias!

Veja também: Dicas para viajar com crianças no Brasil

Sobre o autor

Renata Meier

Renata Meier

Formada em Letras, é atualmente secretária do vice-presidente de uma multinacional do setor do TI. Apesar da carreira, sempre teve em mente o objetivo de criar seus filhos de perto, vivenciando ao máximo cada momento deles.

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