Ir ao restaurante com filhos pequenos: tarefa impossível?

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Ir com crianças em restaurantes muita vezes está longe de ser um lazer, mas dá para se preparar para os possíveis problemas

Ir com crianças em restaurantes muita vezes está longe de ser um lazer, mas dá para se preparar para os possíveis problemas

Antes da minha primeira filha nascer, nosso fim de semana tinha alguns programas certos: ir a um restaurante no almoço de sábado e, de vez em quando, a um bar à noite com os amigos. Lembro que ainda grávida, decidi com meu marido que não deixaríamos a maternidade acabar com isso ao ver alguns colegas levando seus filhos em bebês-conforto para cima e para baixo.

A realidade, no entanto, foi bem diferente. Nos primeiros três meses, em que a bebê apenas mama no peito e dorme o tempo todo, ainda permitiu um programa ou outro, mas depois, quando começou a fase da papinha, dos horários inflexíveis, da choradeira, a coisa complicou. Como casar horários com as refeições dela? Em que lugar ir que tenha estrutura para trocar uma fralda ou amamentar?

Hoje, com nossa segunda filha, a situação ficou um pouco mais complexa. Enquanto a pequena tem seu “cronograma”, a grande, com quase quatro anos, não para mais na cadeira.

Óasis

Muitos restaurantes em São Paulo também não ajudam. Banheiros sujos ou mesmo espaços inadequados para crianças ou imundos. Mas há exceções. Uma delas encontramos num bom restaurante argentino onde não só havia criado um espaço para trocas de bebê como também contratou uma equipe para divertir as crianças. Só assim para conseguirmos trocar meia dúzia de palavras tranquilamente!

Aliás, um amigo (pai de dois meninos danados que só eles) sempre nos disse que o lugar ideal para casais com filhos pequenos é um restaurante com buffet, assim ninguém come comida fria! A brincadeira tem um fundo de verdade. Embora meu marido abomine lugares assim e prefira o bom e velho “a la carte”, até ele se rendeu aos encantos dos buffets.

A outra vantagem é financeira. Se em restaurantes em que pedimos pratos o famoso “menu kids” pode custar o olho da cara, em muitos buffets crianças até certa idade não pagam, o que é justo na maior parte dos casos, afinal a quantidade de comida é ínfima.

Também preferimos muitas vezes dividir nossa comida com nossa filha maior já que o menu infantil de certos restaurantes, com suas frituras e molhos ácidos, não parecem tão adequados assim. Sem falar nos refrigerantes e sucos industrializados, dos quais fugimos sempre que podemos, mas que são assunto para um próximo post.

Renata Meier

Formada em Letras, é atualmente assistente executiva. Apesar da carreira, sempre teve em mente o objetivo de criar seus filhos de perto, vivenciando ao máximo cada momento deles.

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