Sustentabilidade

O mundo do futuro ou o futuro do mundo?

Renata Meier
Escrito por Renata Meier

Apesar de tantos exemplos ruins que vemos hoje em dia é revigorante notar como as pessoas despertaram para os problemas climáticos e pensam nem que por um breve momento em sustentabilidade. A reciclagem passou a ser matéria obrigatória nas escolas (aqui em casa agora qualquer pedaço de papel tem que ser reutilizado, nem rolo de papel toalha posso jogar fora porque vai virar brinquedo). Até um avião menos poluente foi criado em casa como trabalho de escola. No entanto, mesmo em meio a várias discussões penso que pequenas iniciativas poderiam fazer uma enorme diferença num futuro não muito distante.

Esses dias assisti uma reportagem a respeito da quantidade de plásticos que usamos, muitas vezes sem necessidade e a iniciativa de um país europeu em proibir a venda de um simples canudo de plástico! Comecei a pensar e me deparei com essa absurda situação dentro de casa. Minhas filhas deixaram de usar mamadeira desde os dois anos de idade e a partir de então tomam o leite, o suco em copos com canudo! Quanto plástico não descarto sem perceber. É um absurdo. E garrafas plásticas?! Suco, água, chá, tudo em garrafas plásticas, embora tenhamos coleta seletiva no condomínio, menos mal.

Fora do Brasil é muito fácil encontrar canudos de papel – já viram? Um tipo de papel mais resistente que aqui em São Paulo só encontrei em casa de festas, porém, bem mais caro comparado aos de plástico. A Nestlé, por exemplo, possui uma linha de comidas e bebidas infantis em vidro fora do Brasil (não somente as papinhas que estamos acostumados a ver por aqui, outras opções de alimentos também). Já a Johnson & Johnson lançou na Europa hastes flexíveis de papel. E aqui? Acho que é nossa responsabilidade pressionar as empresas a melhor cuidarem da América do Sul também.

Por coincidência um dia desses minha irmã e eu conversávamos a esse respeito semanas antes de ouvir a tal da notícia a respeito dos canudos. Por mais difícil que seja, nós duas temos mudado nossos hábitos junto com o pessoal em casa – comprar cosméticos e produtos de higiene orgânicos, às vezes veganos, trocar alguns produtos de limpeza por alternativas como bicarbonato, vinagre e outros itens “exóticos”. No entanto, algumas marcas que temos usado bastante como Granado, Lola e Farmaervas não possuem opções de refil, por exemplo, e o pensamento da minha irmã foi mais longe ainda. Mesmo com o refil há um descarte abusivo de embalagem: por que não pensar numa formade vender os produtos em embalagens de vidro e em suas lojas criar uma máquina de reabastecimento dos recipientes? É lógico que não deve ser tão simples assim, mas achei a idéia ótima, imagine quantos frascos de plásticos deixariam de ser usados?

São situações do nosso dia a dia como trocar os copos plásticos no trabalho pelo seu (só seu, bem especial) copo de vidro que começaremos a fazer a diferença na vida dos nossos filhos e netos.

Sobre o autor

Renata Meier

Renata Meier

Formada em Letras, é atualmente secretária do vice-presidente de uma multinacional do setor do TI. Apesar da carreira, sempre teve em mente o objetivo de criar seus filhos de perto, vivenciando ao máximo cada momento deles.

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